UM BRASIL MEGADIVERSO
Nessa Sexta-Feira começam os "trabalhos" no Congresso Nacional para tirar a Presidente eleita Dilma Roussef.
Entendemos que se ela sair entra o Vice-Presidente Temer e se ele sair, entra o Diácono Metodista, Eduardo Cunha.
Na linguagem indígena Presidente e Vice-Presidente é como um casamento. Como um prato de arroz com feijão. Andam juntos.
Mas vamos esperar até Segunda-Feira para ver o que acontece, pois como diz Chico Buarque - "amanhã vai ser outro dia!"
Daqui dois anos vamos ter novas eleições para a Presidência do Brasil.
E de repente, o SNI brasileiro descobre que os árabes islâmicos querem invadir o nosso Brasil.
Há 516 anos nossas terras foram invadidas pelos portugueses e até hoje por ruralistas e o agronegócios.
Depois chegaram os escravos da África, os holandeses, os franceses, os chineses, os japoneses, os alemães (países que vieram da guerra), e até os Judeus, Palestinos, Sírios e Persas.
Se esses árabes do Estado Islâmico tão pensando que basta uma metralhadora para nos amedrontrar, estão enganados... A gente acha que esses caras tem donos e aí é que mora o perigo... quem são os mentores dessas guerras....
O Brasil é o único País que não faz guerra com ninguém... e por isso não consumimos armas de guerra...
Vamos dormir e ficar com essas frases soltas pensando o Brasil que nós queremos.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
O Brasil vive um momento inusitado.
Criou-se um clima de impeachment da Presidente da República, Dilma Roussef.
Até o próximo Domingo, dia 17 de Abril vamos nós povo brasileiro, a mercê de Deputados do Congresso Nacional sobre se vai ou não, ter modificações no poder principal, o Governo Federal.
Criou-se um clima de impeachment da Presidente da República, Dilma Roussef.
Até o próximo Domingo, dia 17 de Abril vamos nós povo brasileiro, a mercê de Deputados do Congresso Nacional sobre se vai ou não, ter modificações no poder principal, o Governo Federal.
domingo, 7 de dezembro de 2014
APESAR DE VOCÊ!
APESAR DE VOCÊ!
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado... Não tem discussão
A minha gente hoje anda falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão
Apesar de você amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando e a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido este samba no escuro
Apesar de você... Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver o jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você... Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver a manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar nosso coro a cantar
Na sua frente
(uma reflexão na poesia de Chico Buarque e os Direitos Indígenas 2014)
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado... Não tem discussão
A minha gente hoje anda falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão
Apesar de você amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando e a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido este samba no escuro
Apesar de você... Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver o jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você... Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver a manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar nosso coro a cantar
Na sua frente
(uma reflexão na poesia de Chico Buarque e os Direitos Indígenas 2014)
domingo, 22 de setembro de 2013
Nós respeitamos a Constituição Federal do Brasil
"Dia 5 de Outubro é o dia da Constituição Federal do Brasil que nós ajudamos a escrever. Por isso não admitimos que mexam nos nossos direitos!"
sábado, 21 de setembro de 2013
NOSSOS DIREITOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL - 25 ANOS DEPOIS
Hoje começa a primavera no Brasil. Aqui de onde estou posso ver o sol brilhante enfeitado pelo céu azul. Posso escutar a voz de muitos pássaros, vento e por isso, dou graças ao Grande Espírito.
Mas é agora também que muitos Povos Indígenas acendem seu cachimbo para novas conversas e negociações. É hora de pensar sobre os 25 anos da Constituição Federal do Brasil. Dentro desse livro de regras que está garantido nossos direitos como Primeiras Nações, com costumes diferentes e principalmente nossos direitos a vida.
Existe um Artigo que dizia como promessa das Autoridades do homem branco, de que cinco anos depois de 1988, todas as terras indígenas seriam demarcadas. Elas, as autoridades não cumpriram o que elas mesmas escreveram e nunca justificaram esse descumprimento da Lei. Mas também nós Indígenas nunca fomos ao Supremo Tribunal Federal para falar ou denunciar esses contraventores.
No ano que vem vamos ter novas eleições no Brasil. Todos os Deputados terão que enfrentar o voto e muitos deles não voltarão, mas alguns deles, anti-Índio, decidiram mudar as regras sobre a demarcação das nossas terras. Ou seja, eles nunca cumpriram o que escreveram, mas querem ter o direito de mudar a Lei do Índio na Constituição.
Nós Povos Indígenas não podemos ficar em silêncio diante dessa agressão...
Temos que reagir. Temos que mostrar ao Brasil que nunca agredimos a Lei...
É preciso organizar uma forma de juntar os grandes Chefes Indígenas do Brasil para encontrar com o Chefe dos Deputados e o Chefe dos Senadores. Se nós os Índios não lutarmos pela vida das nossas Aldeias e das nossas famílias, quem vai lutar?
Vamos juntar nossas malas, nossos cocares, nossas culturas, nossos pensamentos e vamos mostrar que um Povo unido jamais será vencido. Se temos uma resistência de mais de 500 anos, vamos para Brasília e levantar nossa bandeira pela Vida.
Dia 5 de Outubro é o dia da Constituição Federal do Brasil, que nós ajudamos a fazer e não admitimos que mexam nos nossos direitos!
Mas é agora também que muitos Povos Indígenas acendem seu cachimbo para novas conversas e negociações. É hora de pensar sobre os 25 anos da Constituição Federal do Brasil. Dentro desse livro de regras que está garantido nossos direitos como Primeiras Nações, com costumes diferentes e principalmente nossos direitos a vida.
Existe um Artigo que dizia como promessa das Autoridades do homem branco, de que cinco anos depois de 1988, todas as terras indígenas seriam demarcadas. Elas, as autoridades não cumpriram o que elas mesmas escreveram e nunca justificaram esse descumprimento da Lei. Mas também nós Indígenas nunca fomos ao Supremo Tribunal Federal para falar ou denunciar esses contraventores.
No ano que vem vamos ter novas eleições no Brasil. Todos os Deputados terão que enfrentar o voto e muitos deles não voltarão, mas alguns deles, anti-Índio, decidiram mudar as regras sobre a demarcação das nossas terras. Ou seja, eles nunca cumpriram o que escreveram, mas querem ter o direito de mudar a Lei do Índio na Constituição.
Nós Povos Indígenas não podemos ficar em silêncio diante dessa agressão...
Temos que reagir. Temos que mostrar ao Brasil que nunca agredimos a Lei...
É preciso organizar uma forma de juntar os grandes Chefes Indígenas do Brasil para encontrar com o Chefe dos Deputados e o Chefe dos Senadores. Se nós os Índios não lutarmos pela vida das nossas Aldeias e das nossas famílias, quem vai lutar?
Vamos juntar nossas malas, nossos cocares, nossas culturas, nossos pensamentos e vamos mostrar que um Povo unido jamais será vencido. Se temos uma resistência de mais de 500 anos, vamos para Brasília e levantar nossa bandeira pela Vida.
Dia 5 de Outubro é o dia da Constituição Federal do Brasil, que nós ajudamos a fazer e não admitimos que mexam nos nossos direitos!
terça-feira, 27 de novembro de 2012
ALÔ JUVENTUDE INDÍGENA!
A Base da Caminhada Indígena está no equilíbrio entre o olhar do Sábio e Ancião com o ímpeto juvenil....
A Identidade Cultural é um outro valor que todo Indígena carrega naõ apenas nos cocares, pinturas ou cara.... mas no seu coração e seu valor de ver e fazer acontecer a soberanis de seu Povo.
Por isso durante a Rio-92 afirmamos perante o mundo do colonizador: Caminhamos em direção ao futuro nos rastros dos antepassados!
A Identidade Cultural é um outro valor que todo Indígena carrega naõ apenas nos cocares, pinturas ou cara.... mas no seu coração e seu valor de ver e fazer acontecer a soberanis de seu Povo.
Por isso durante a Rio-92 afirmamos perante o mundo do colonizador: Caminhamos em direção ao futuro nos rastros dos antepassados!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
CAMINHADA INDIGENA
O sol está se pondo mais uma vez sobre nossos corpos e nossos espíritos....
Talvez estejamos cansados mas sempre haverá um revigorar quando nossos olhos pesarem e quiserem se fechar... A natureza nos faz agir assim... pois a cada novo amanhecer, poderemos ouvir o canto dos passaros nas terras indigenas e das mulheres quando cuidarem das nossas crianças...
Ontem pude viajar pelos céus de Brasília ...buscando uma resposta para as incertezas que começam a sobrevoar as terras de nossos povos, principalmente quando o argumento do homem branco é o desenvolvimento, a justiça humana e o direito ambiental...
Existem muitos homens brancos dispostos a ouvir o pensamento indígena sobre o sentido de bem viver, de equilibrio entre o valor e a ciencia ocidental e indigena, mas as violações que estão ameaçando as nossas aldeias não podem esperar... são atitudes incompreensiveis para nossos velhos e crianças, sobre quem é o dono da terra.... quem pode vender e comprar o ar, a terra e rasgar o coração da Mae Terra.
A conscientização que leva a compreensão, ao entendimento e ao respeito nasce quando se aprende a ouvir o coração indígena e suas referencias espirituais, culturais e de vida....
Ontem o líder Raoni falou... quando se aprenderá a escutar essas vozes?
Nós Indígenas acreditamos na força espiritual de nossos Povos, os sábios indigenas e as lideranças sabem caminhar pelas florestas e pelos rios, pois essa força está na linguagem do céu que muitos brancos nao sabem decifrar e nem compreender.... Mas a aliança nasce exatamente do respeito ao inimaginável e ao indecifrável...
Talvez estejamos cansados mas sempre haverá um revigorar quando nossos olhos pesarem e quiserem se fechar... A natureza nos faz agir assim... pois a cada novo amanhecer, poderemos ouvir o canto dos passaros nas terras indigenas e das mulheres quando cuidarem das nossas crianças...
Ontem pude viajar pelos céus de Brasília ...buscando uma resposta para as incertezas que começam a sobrevoar as terras de nossos povos, principalmente quando o argumento do homem branco é o desenvolvimento, a justiça humana e o direito ambiental...
Existem muitos homens brancos dispostos a ouvir o pensamento indígena sobre o sentido de bem viver, de equilibrio entre o valor e a ciencia ocidental e indigena, mas as violações que estão ameaçando as nossas aldeias não podem esperar... são atitudes incompreensiveis para nossos velhos e crianças, sobre quem é o dono da terra.... quem pode vender e comprar o ar, a terra e rasgar o coração da Mae Terra.
A conscientização que leva a compreensão, ao entendimento e ao respeito nasce quando se aprende a ouvir o coração indígena e suas referencias espirituais, culturais e de vida....
Ontem o líder Raoni falou... quando se aprenderá a escutar essas vozes?
Nós Indígenas acreditamos na força espiritual de nossos Povos, os sábios indigenas e as lideranças sabem caminhar pelas florestas e pelos rios, pois essa força está na linguagem do céu que muitos brancos nao sabem decifrar e nem compreender.... Mas a aliança nasce exatamente do respeito ao inimaginável e ao indecifrável...
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Representação e Poder
O segundo semestre deste ano desafia os Povos Indígenas a se organizarem politicamente para com seus votos, elegerem Vereadores e até Prefeitos em vários municipios circunvizinhos das aldeias e terras indígenas.
Para os lideres indígenas brasileiros, o importante é aproveitar as oportunidades que vem surgindo para se instrumentalizarem nas relaçoes com a sociedade civil, principalmente o chamado "empoderamento".
A sociedade nacional formada a partir da raiz indígena vem estimulando a participação do Índio tradicional e intelectual a fazer parte do jogo politico, afinal a sociedade indígena é a única sem qualquer representação nas instâncias de Poder.
Para os lideres indígenas brasileiros, o importante é aproveitar as oportunidades que vem surgindo para se instrumentalizarem nas relaçoes com a sociedade civil, principalmente o chamado "empoderamento".
A sociedade nacional formada a partir da raiz indígena vem estimulando a participação do Índio tradicional e intelectual a fazer parte do jogo politico, afinal a sociedade indígena é a única sem qualquer representação nas instâncias de Poder.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
DECLARAÇÃO DA KARI-OCA - RIO+20
DECLARACION DE KARI-OCA 2
“CONFERENCIA MUNDIAL DE LOS PUEBLOS INDIGENAS
SOBRE RIO+20 Y LA MADRE TIERRA” 13 -22 Junio 2012
Nosotros, los Pueblos Indígenas de la Madre Tierra reunidos en la sede de Kari-Oca I Sacred Kari-Oka Púku en Rio de Janeiro para participar en la Conferencia de las Naciones Unidas sobre Desarrollo Sostenible Rio+20, agradecemos a los Pueblos Indígenas de Brasil por darnos la bienvenida a sus territorios. Reafirmamos nuestra responsabilidad para hablar para la protección y del bienestar de la Madre Tierra, la naturaleza y las futuras generaciones de nuestros Pueblos Indígenas y toda la humanidad y la vida. Reconocemos el significado de esta segunda convocatoria de los Pueblos Indígenas del mundo y reafirmamos la reunión histórica de 1992 de Kari-Oca I, donde los Pueblos Indígenas emitieron la Declaración de Kari-Oca y la Carta de la Tierra de los Pueblos Indígenas. La conferencia de Kari-Oca y la movilización de los Pueblos Indígenas durante la Cumbre de la Tierra, marcó un gran avance del movimiento internacional para los derechos de los Pueblos Indígenas y el papel importante que desempeñamos en la conservación y el desarrollo sostenible. Reafirmamos también la Declaración de Manaos sobre la convocatoria de Kari-Oca 2 como el encuentro internacional de los Pueblos Indígenas en Río+20.
La institucionalización del colonialismo
Consideramos que los objetivos de la Cumbre de las Naciones Unidas sobre Desarrollo Sostenible (UNCSD) Río+20, la "Economía Verde" y su premisa de que el mundo sólo puede "salvar" a la naturaleza por mercantilizar sus capacidades de dar vida y sostener la vida como una continuación del colonialismo que los Pueblos Indígenas y nuestra Madre Tierra han resistido durante 520 años. La "Economía Verde" se promete erradicar la pobreza, pero en realidad sólo va a favorecer y responder a las empresas multinacionales y el capitalismo. Se trata de una continuación de una economía global basada en los combustibles fósiles, la destrucción del medio ambiente mediante la explotación de la naturaleza a través de las industrias extractivas, tales como la minería, la explotación y producción petrolera, la agricultura intensiva de mono-cultivos y otras inversiones capitalistas. Todos estos esfuerzos están dirigidos hacia las ganancias y la acumulación de capital por unos pocos.
Desde Rio 1992, nosotros como Pueblos Indígenas vemos que el colonialismo se ha convertido en la base de la globalización del comercio y la hegemónica economía capitalista mundial. Se han intensificado la explotación y el saqueo de los ecosistemas y biodiversidad del mundo, así como la violación los derechos inherentes de los pueblos indígenas. Nuestro derecho a la libre determinación, a nuestra propia gobernanza y a nuestro desarrollo libremente determinado, nuestros derechos inherentes a nuestras tierras, territorios y recursos están cada vez más atacados por una colaboración de gobiernos y empresas transnacionales. Activistas y líderes indígenas que defienden sus territorios siguen sufriendo represión, militarización, incluyendo asesinatos, encarcelamientos, hostigamiento y calificación como “terroristas”. La violación de nuestros derechos colectivos enfrenta la misma impunidad. La reubicación forzosa o asimilación amenaza nuestras futuras generaciones, culturas, idiomas, espiritualidad y relación con la Madre Tierra, económica y políticamente.
Nosotros, pueblos indígenas de todas las regiones del mundo, hemos defendido a Nuestra Madre Tierra de las agresiones del desarrollo no sustentable y la sobreexplotación de nuestros recursos por minería, maderería, megarepresas hidroeléctricas, exploración y extracción petrolera. Nuestros bosques sufren por la producción de agrocombustibles, biomasa, plantaciones y otras imposiciones como las falsas soluciones al cambio climático y el desarrollo no sustentable y dañino.
La Economía Verde es nada menos que capitalismo de la naturaleza; un esfuerzo perverso de las grandes empresas, las industrias extractivas y los gobiernos para convertir en dinero toda la Creación mediante la privatización, mercantilización y venta de lo Sagrado y todas las formas de vida, así como el cielo, incluyendo el aire que respiramos, el agua que bebemos y todos los genes, plantas, semillas criollas, árboles, animales, peces, diversidad biológica y cultural, ecosistemas y conocimientos tradicionales que hacen posible y disfrutable la vida sobre la tierra.
Violaciónes graves de los derechos de los pueblos indígenas a la soberanía alimentaria continúan sin cesar lo que da lugar a la "inseguridad" alimentaria. Nuestra propia producción de alimentos, las plantas que nos reunimos, los animales que cazamos, nuestros campos y las cosechas, el agua que bebemos y el agua a nuestros campos, los peces que pescamos de nuestros ríos y arroyos, está disminuyendo a un ritmo alarmante. Proyectos de desarrollo no sostenibles, tales como mono-culturales plantaciones de soja químicamente intensiva, las industrias extractivas como la minería y otros proyectos destructivos del medioambiente y las inversiones con fines de lucro están destruyendo nuestra biodiversidad, envenenando nuestra agua, nuestros ríos, arroyos, y la tierra y su capacidad para mantener la vida. Esto se agrava aún más por el cambio climático y las represas hidroeléctricas y otras formas de producción de energía que afectan a todo el ecosistema y su capacidad para proveer la vida. La soberanía alimentaria es una expresión fundamental de nuestro derecho colectivo a la libre determinación y desarrollo sustentable. La soberanía alimentaria y el derecho a la alimentación deben ser reconocido y respetados: alimentación no debe ser mercancía que se utiliza, comercializada o especula con fines de lucro. Nutre nuestras identidades, nuestras culturas e idiomas, y nuestra capacidad para sobrevivir como pueblos indígenas.
La Madre Tierra es la fuente de la vida que se requiere proteger, no como un recurso para ser explotado y mercantilizado como “capital natural”. Tenemos nuestro lugar y nuestras responsabilidades dentro del orden sagrado de la Creación. Sentimos la alegría sustentadora cuando las cosas ocurren en armonía con la Tierra y con toda la vida que crea y sostiene. Sentimos el dolor de la falta de armonía cuando somos testigos de la deshonra del orden natural de la Creación y la colonización económica y continua y la degradación de la Madre Tierra y toda la vida en ella. Hasta que los derechos de los pueblos indígenas sean observados, velados y respetados, el desarrollo sustentable y la erradicación de la pobreza no se lograrán.
“CONFERENCIA MUNDIAL DE LOS PUEBLOS INDIGENAS
SOBRE RIO+20 Y LA MADRE TIERRA” 13 -22 Junio 2012
Nosotros, los Pueblos Indígenas de la Madre Tierra reunidos en la sede de Kari-Oca I Sacred Kari-Oka Púku en Rio de Janeiro para participar en la Conferencia de las Naciones Unidas sobre Desarrollo Sostenible Rio+20, agradecemos a los Pueblos Indígenas de Brasil por darnos la bienvenida a sus territorios. Reafirmamos nuestra responsabilidad para hablar para la protección y del bienestar de la Madre Tierra, la naturaleza y las futuras generaciones de nuestros Pueblos Indígenas y toda la humanidad y la vida. Reconocemos el significado de esta segunda convocatoria de los Pueblos Indígenas del mundo y reafirmamos la reunión histórica de 1992 de Kari-Oca I, donde los Pueblos Indígenas emitieron la Declaración de Kari-Oca y la Carta de la Tierra de los Pueblos Indígenas. La conferencia de Kari-Oca y la movilización de los Pueblos Indígenas durante la Cumbre de la Tierra, marcó un gran avance del movimiento internacional para los derechos de los Pueblos Indígenas y el papel importante que desempeñamos en la conservación y el desarrollo sostenible. Reafirmamos también la Declaración de Manaos sobre la convocatoria de Kari-Oca 2 como el encuentro internacional de los Pueblos Indígenas en Río+20.
La institucionalización del colonialismo
Consideramos que los objetivos de la Cumbre de las Naciones Unidas sobre Desarrollo Sostenible (UNCSD) Río+20, la "Economía Verde" y su premisa de que el mundo sólo puede "salvar" a la naturaleza por mercantilizar sus capacidades de dar vida y sostener la vida como una continuación del colonialismo que los Pueblos Indígenas y nuestra Madre Tierra han resistido durante 520 años. La "Economía Verde" se promete erradicar la pobreza, pero en realidad sólo va a favorecer y responder a las empresas multinacionales y el capitalismo. Se trata de una continuación de una economía global basada en los combustibles fósiles, la destrucción del medio ambiente mediante la explotación de la naturaleza a través de las industrias extractivas, tales como la minería, la explotación y producción petrolera, la agricultura intensiva de mono-cultivos y otras inversiones capitalistas. Todos estos esfuerzos están dirigidos hacia las ganancias y la acumulación de capital por unos pocos.
Desde Rio 1992, nosotros como Pueblos Indígenas vemos que el colonialismo se ha convertido en la base de la globalización del comercio y la hegemónica economía capitalista mundial. Se han intensificado la explotación y el saqueo de los ecosistemas y biodiversidad del mundo, así como la violación los derechos inherentes de los pueblos indígenas. Nuestro derecho a la libre determinación, a nuestra propia gobernanza y a nuestro desarrollo libremente determinado, nuestros derechos inherentes a nuestras tierras, territorios y recursos están cada vez más atacados por una colaboración de gobiernos y empresas transnacionales. Activistas y líderes indígenas que defienden sus territorios siguen sufriendo represión, militarización, incluyendo asesinatos, encarcelamientos, hostigamiento y calificación como “terroristas”. La violación de nuestros derechos colectivos enfrenta la misma impunidad. La reubicación forzosa o asimilación amenaza nuestras futuras generaciones, culturas, idiomas, espiritualidad y relación con la Madre Tierra, económica y políticamente.
Nosotros, pueblos indígenas de todas las regiones del mundo, hemos defendido a Nuestra Madre Tierra de las agresiones del desarrollo no sustentable y la sobreexplotación de nuestros recursos por minería, maderería, megarepresas hidroeléctricas, exploración y extracción petrolera. Nuestros bosques sufren por la producción de agrocombustibles, biomasa, plantaciones y otras imposiciones como las falsas soluciones al cambio climático y el desarrollo no sustentable y dañino.
La Economía Verde es nada menos que capitalismo de la naturaleza; un esfuerzo perverso de las grandes empresas, las industrias extractivas y los gobiernos para convertir en dinero toda la Creación mediante la privatización, mercantilización y venta de lo Sagrado y todas las formas de vida, así como el cielo, incluyendo el aire que respiramos, el agua que bebemos y todos los genes, plantas, semillas criollas, árboles, animales, peces, diversidad biológica y cultural, ecosistemas y conocimientos tradicionales que hacen posible y disfrutable la vida sobre la tierra.
Violaciónes graves de los derechos de los pueblos indígenas a la soberanía alimentaria continúan sin cesar lo que da lugar a la "inseguridad" alimentaria. Nuestra propia producción de alimentos, las plantas que nos reunimos, los animales que cazamos, nuestros campos y las cosechas, el agua que bebemos y el agua a nuestros campos, los peces que pescamos de nuestros ríos y arroyos, está disminuyendo a un ritmo alarmante. Proyectos de desarrollo no sostenibles, tales como mono-culturales plantaciones de soja químicamente intensiva, las industrias extractivas como la minería y otros proyectos destructivos del medioambiente y las inversiones con fines de lucro están destruyendo nuestra biodiversidad, envenenando nuestra agua, nuestros ríos, arroyos, y la tierra y su capacidad para mantener la vida. Esto se agrava aún más por el cambio climático y las represas hidroeléctricas y otras formas de producción de energía que afectan a todo el ecosistema y su capacidad para proveer la vida. La soberanía alimentaria es una expresión fundamental de nuestro derecho colectivo a la libre determinación y desarrollo sustentable. La soberanía alimentaria y el derecho a la alimentación deben ser reconocido y respetados: alimentación no debe ser mercancía que se utiliza, comercializada o especula con fines de lucro. Nutre nuestras identidades, nuestras culturas e idiomas, y nuestra capacidad para sobrevivir como pueblos indígenas.
La Madre Tierra es la fuente de la vida que se requiere proteger, no como un recurso para ser explotado y mercantilizado como “capital natural”. Tenemos nuestro lugar y nuestras responsabilidades dentro del orden sagrado de la Creación. Sentimos la alegría sustentadora cuando las cosas ocurren en armonía con la Tierra y con toda la vida que crea y sostiene. Sentimos el dolor de la falta de armonía cuando somos testigos de la deshonra del orden natural de la Creación y la colonización económica y continua y la degradación de la Madre Tierra y toda la vida en ella. Hasta que los derechos de los pueblos indígenas sean observados, velados y respetados, el desarrollo sustentable y la erradicación de la pobreza no se lograrán.
sábado, 12 de maio de 2012
KARI-OCA 2012 - Kamaiurá do Alto Xingu se aprontando para construir as Ocas da Kari-Oca na Colonia Juliano Moreira em Jacarepaguá, no mesmo lugar de 92. Uma viagem de quase tres dias por onibus como contribuição a qualidade de vida na moradia. Já pensou a diferença entre apartamentos sem qualquer criterio ambiental, tipo pombais, sem janela, sem sol, sem ar e sem um pedacinho de terra pra plantar tomate....
terça-feira, 22 de novembro de 2011
O Assassinato Guarani Kaiwá
A Justiça brasileira principalmente a de Mato Grosso do Sul também tem sua cota de responsabilidades diante do massacre genocida contra os Guarani e Kaiwá na sua luta pela Terra.
Reaje Brasil!
domingo, 30 de outubro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
XI JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS - 2011
Com o tema - O Importante é Celebrar - será entre os dias 08 e 15 de Outubro na cidade de Porto Nacional, estado do Tocantins, a realização do XI JOGOS DOS POVOS INDIGENAS.
Com uma vasta programação intertribal, cultural, espiritual e desportiva, mais de 1.300 indigenas já estão se preparando para representar em torno de 36 Nações Indigenas do Brasil.
O evento é realizado pelo Comite Intertribal - Memoria e Ciencia Indigena (ITC) com apoio do Ministério do Esporte e Governo do Estado do Tocantins.
Durante as atividades que dura uma semana, haverá também o famoso Fórum Social Indigena que este ano debate Juventude e a RIO+20, com apoio do Ministerio da Cultura, Turismo, Educação e SEPPIR.
Maiores informações pelo site www.esporte.gov.br, inclusive para inscrição de voluntários a serem selecionados em todo o Brasil.
MUDANÇAS CLIMATICAS - RIO+20
Campanha de 24h de Al Gore mostra impactos das mudanças climáticas no mundo
Lilian Ferreira
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
Comentários 1
Às 19h, na Cidade do México (21h em Brasília), começa o evento “24 horas de Realidade”, idealizado por Al Gore, que irá rodar o globo para chamar a atenção para os impactos das mudanças climáticas. E nada de pensar no futuro, os impactos estão acontecendo agora, enquanto você lê este texto.
“São 24 países, cada um em uma zona horária, que terão palestras similares, cada um em sua língua, sobre os efeitos das mudanças climáticas. O Rio de Janeiro será a penúltima cidade, que antecede Nova York, com a palestra de Al Gore”, explica Roberto Vamos, representante no Brasil da ONG The Climate Project. O evento será transmitido ao vivo e terá a participação brasileira às 19h do dia 15 de setembro. Você pode acompanhar no UOL a palestra de Vamos em português.
A seca extrema, as tempestades e as grandes enchentes são apontadas pelo ex-vice-presidente dos EUA como uma das graves consequências do aquecimento global. "Hoje em dia a mudança climática não é mais uma previsão: é uma realidade. Mesmo assim, em todo o mundo ainda estamos sujeitos a informações enganosas e campanhas financiadas por poluidores projetadas para desviar a atenção das pessoas sobre os perigos que corremos com a crise climática que está se revelando”.
Ações no Brasil
Por aqui, depois da palestra, a ONG Iniciativa Verde irá apresentar seu projeto de neutralização de emissões de carbono. A partir de uma calculadora de carbono, você poderá calcular sua emissão de gases de efeito estufa, indicando quanto anda de carro, avião e consumo de energia elétrica. A proposta da ONG é a plantar árvores suficientes para absorver o CO2 emitido.
“Se todo mundo fizesse isso, é o que os americanos chamam de ‘game change’, é uma ação que nós individualmente podemos fazer dentro das nossas possibilidades. Mas claro que mudar as lâmpadas é necessário, mas não é suficiente. Temos que mudar também as políticas de desenvolvimento para reduzir as emissões”, ressalta Vamos. Por isso, a palestra também vai focar na mobilização.
O ambientalista cita políticas que ocorrem ao redor do mundo, como a Austrália, que foi o primeiro país a taxar emissões de carbono. “Se uma termoelétrica emite uma quantidade de carbono, ela terá que pagar um imposto proporcional sobre isso”, conta. Por outro lado, ele lembra que a Europa cogita taxar viagens de avião, importantes emissores dos gases do efeito estufa.
Cada real é um voto
“Cada pessoa tem que ser mais responsável com o que gasta. Tem que optar por carros e eletrodomésticos eficientes. Cada real é um voto. As pessoas têm que votar com o bolso e escolher produtos menos danosos para o meio ambiente”, aconselha.
E antes de pensar que produtos verdes são mais caros, Vamos lembra que na conta final, a economia de energia ao longo da vida útil do produto compensa seu preço, às vezes, superior.
“Cada pessoa tem que ser mais responsável com o que gasta. Tem que optar por carros e eletrodomésticos eficientes. Cada real é um voto. As pessoas têm que votar com o bolso e escolher produtos menos danosos para o meio ambiente”, aconselha.
E antes de pensar que produtos verdes são mais caros, Vamos lembra que na conta final, a economia de energia ao longo da vida útil do produto compensa seu preço, às vezes, superior.
Sobre os produtos que não são elétricos, mas que são produzidos a base de petróleo (como plásticos), o ambientalista destaca que não há uma apropriação correta dos custos. Os produtos são mais baratos geralmente, mas os malefícios que causam à saúde e meio ambiente não são computados. “E quem paga lá na frente é a sociedade, as empresas responsáveis devem internalizar estes custos”.
Brasil, líder de sustentabilidade?
“A visão geral é que o Brasil tem tudo para ser líder nessa área de sustentabilidade. Tem matriz energética mais limpa do que de outros grandes países industrializados, tem legislação ambiental avançada e metas voluntárias de redução de gases, especialmente em relação ao desmatamento”, destaca, mas ele lembra que se as mudanças no Código Florestal forem aprovadas, o país dará uma “grande pisada na bola”.
O ambientalista ressalta que pesquisas apontam que a população é massivamente contra o novo Código Florestal. “No Senado, não foram chamados cientistas para debater. As sociedades científicas são claras ao afirmar que precisam de tempo para avaliar o impacto das mudanças. Aí sim, com conhecimento, será possível redigir um Código Florestal que efetivamente proteja as florestas, sua regeneração, e tenha a produção agrícola necessária”, explica.
Para terminar, ele destaca que as grandes cidades, onde vivem 80% da população do país, podem sofrer com falta de água se for aprovado o desmatamento em margens de rios e áreas ciliares.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Nossa Cultura, Nossa Identidade.
Me lembro de um irmão indígena que chegou prá fazer uma palestra com seu cocar, pintado de urucum e com uma camisa comum.
Uma senhora já idosa, talvez uma ex-acadêmica com os olhos brilhantes, perguntou gesticulando: VOCÊ FALA MINHA LÍNGUA?
Aquele guerreiro foi tomado de surpresa pois além de falar sua língua original e manter as cores de seu Povo, falava também o portugues por ser um universitário.
O constrangimento no entanto de romper com a altivez daquela pergunta aparentemente inocente daquela senhora, era também um constrangimento de ver um País nascido da origem indígena, ainda navegar com essa forma educativa-social.
Por isso nascem diversos eventos com panorama cultural e organizados por indígenas como o Festival da Cultura Indigena em Bertioga, o Festival Indigena do Alto Xingu, os Jogos Indigenas dos Pataxó na Bahia, o Festival Indígena Terena em Mato Grosso do Sul e até mesmo, o Encontro de Escritores e Artistas Indígenas no Rio de Janeiro, este a ser realizado a partir do dia 13 de Junho, Dia de Santo Antonio.
Vamos então cantar e afirmar que verdadeiramente, nossa cultura sempre será nossa Identidade como Povo do Brasil.
Uma senhora já idosa, talvez uma ex-acadêmica com os olhos brilhantes, perguntou gesticulando: VOCÊ FALA MINHA LÍNGUA?
Aquele guerreiro foi tomado de surpresa pois além de falar sua língua original e manter as cores de seu Povo, falava também o portugues por ser um universitário.
O constrangimento no entanto de romper com a altivez daquela pergunta aparentemente inocente daquela senhora, era também um constrangimento de ver um País nascido da origem indígena, ainda navegar com essa forma educativa-social.
Por isso nascem diversos eventos com panorama cultural e organizados por indígenas como o Festival da Cultura Indigena em Bertioga, o Festival Indigena do Alto Xingu, os Jogos Indigenas dos Pataxó na Bahia, o Festival Indígena Terena em Mato Grosso do Sul e até mesmo, o Encontro de Escritores e Artistas Indígenas no Rio de Janeiro, este a ser realizado a partir do dia 13 de Junho, Dia de Santo Antonio.
Vamos então cantar e afirmar que verdadeiramente, nossa cultura sempre será nossa Identidade como Povo do Brasil.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
NÃO VERÁS PAÍS COMO ESSE!

O Brasil possui 230 Povos Indígenas,
que habitam 14% do territorio nacional
e fa...lam 180 línguas.
"Não verás País como Esse!", diria o Poeta,
"mas nos deram espelhos" diria outro.
Nesse Dia Internacional da Lingua Materna,
não ouvimos nenhum silvo ou grito indígena
diante do silêncio do Poder Público Executivo, Legislativo ou Judiciário.
Estamos nós os Indígenas, mortos para eles?
Marcos Terena, Escritor Indígena e Maestro de la Catedra Indigena Itinerante (CII)
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
21 DE FEVEREIRO - DIA INTERNACIONAL DA LINGUA MATERNA

21 DE FEVEREIRO, DIA INTERNACIONAL DA LÍNGUA MATERNA
Marcos Terena (*)
A globalização é um inimigo potencial das culturas, mas pode-se reverter seu efeito negativo e aproveitar sua potencialidade em favor das línguas indígenas. Eis porque indígenas e especialistas participaram da celebração do “Día Internacional de la Lengua Materna”, ocorrido no Club de Periodistas de México. Na oportunidas os debatedores manifestaram suas considerações e nálises numa perspectiva de se garantir uma política indígena e/ou indigenista fundamentada na diversidade cultural e na alteridade dos povos centrada no efetivo direito das línguas maternas como valor de identidade nacional.
Os Deputados Federais Indígenas Mexicanos, Héctor Pedraza, Sabino Bautista, e Marcos Matías, a Promotora Cultural, Susana Harp e o Prof. José del Val Blanco, Diretor do Programa Universitario “México Nación Multicultural” da Universidade Nacional Autônoma do México - UNAM, ressaltaram que é preciso aproveitar a diversidade lingüística para empoderar os Povos Indígenas.
O Deputado Héctor Pedraza, organizador do Encontro, manifestou sua preocupação diante do risco em que se encontra 33 línguas indígenas no México e outros 21 idiomas maternos que estão em situação crítica.
Susana Harp, Promotora Cultural apontou a importancia do uso das novas tecnologías de informação e comunicação para a proteção lingüística. Ela considerou que a negação no uso da língua materna ocorreu diante do alto grau de racismo e discriminação contra os Povos Indígenas.
Já o Professor José del Val, culpou o Estado pelo risco e deterioração das línguas indígenas devido a ausência de uma sensibilidade ao reconhecimento e apoio em que se encontram, resultando um descompromisso com as sociedades originárias e um ato de abono ao etnocídio.
O objetivo é construir um México multicultural onde as línguas indígenas não sejam discriminadas mas que se dê a elas o valor que possuem para o desenvolvimento do País e dos Povos Indígenas.
O mais importante, apontaram os painelistas, durante a celebração do dia 21 de Fevereiro como “Dia Internacional da Língua Materna”, é reconhecer que as Línguas Indígenas são parte do patrimônio intangivel da humanidade.
Pedraza Olguín, outro painelista destacou a importancia dos escritores indígenas. “O despertar dos intelectuais indígenas e da escritura das suas lenguas é um dos eixos de maior relevância para o País”, destacou o legislador indígena. Com isso está sendo construido “uma nova etapa na literatura mexicana, resultando uma geração de escritores indígenas que usando sua inteligencia possibilitam hoje, aproximar o México de um rosto todavía, desconhecido”.
O também Secretário da Comissão de Assuntos Indígenas da Câmara dos Deputados, manifestou que: “O Idioma reflete a maneira de pensar de uma Pessoa, de um Povo, seus processos mentais, sua organização social, sua cosmovisão. Quando o último falante de um Idioma morre, está morto também um acúmulo de idéias, histórias do grupo social e sua comunidade”.
Ao final, todos os painelistas opinaram em comum, que a essência de uma cultura é a língua, e quando ela se perde, perde-se a riqueza da cosmovisão de todo um Povo.
Resgatar as línguas Indígenas é um Ato de Justiça, concluiram.
No Brasil, espera-se que a data não passe esquecida e que tanto o movimento indígena como os agentes públicos se mobilizem para discutir e refletir, garantindo o reconhecimento desse bem como patrimonio cultural brasileiro. Para esse fim, as Agências de Pesquisa e as Universidades podem contribuir efetivamente inserindo os pesquisadores indígenas em seus projetos de estudos visando à autonomia de suas organizações e o cumprimento de uma política pública relativa ao etnodesenvolvimento desses povos.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Posso tudo naquele que me fortalece!

Amigos, irmãos e guerreiros,
Tem uma frase bíblica que afirma:
"Posso tudo naquele que me fortalece!"
Do ponto de vista espiritual tem um sentido e do religioso um outro, mas no dia a dia isso serve para nos mostrar o caminho que queremos seguir, a forma de ser de cada um e de como nos vêem.
Nós Povos Indígenas amamos muito essa terra e respeitamos o grande Criador das águas, do vento, do sol e da vida. E assim nos sentimos fortalecidos.E assim assumimos o compromisso com a Mãe Terra e a Humanidade.
Marcos Terena
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O FANTÁSTICOS E INDIGENAS DE DOURADOS/MS
Irmãos, Irmãs, Amigos e Guerreiros!
Vi a matéria do Fantástico sobre a situação dos irmãos indígenas Kaiwá, Terena e Guarani de Dourados.
De um lado, fiquei triste por rever, rever o quadro que todos nós conhecemos e sabemos que é uma dura realidade, e por outro lado, fiquei indignado e provocado diante da matéria terminar em prostituição e ver a FUNAI dizer nada.
Volto a comentar que o Espírito Guerreiro do Índio tem que voltar a fazer parte da nossa luta irmãos!
Uma luta só se vence quando o povo, a comunidade e os lideres com seus guerreiros estão unidos.
Não se trata de sair amanhã pelas ruas de Dourados gritando, brigando ou abaixando a cabeça, se sentido humilhado.
Temos que lembrar que Dourados vive porque conta com a terra indigena, a melhor da região, mas tem um comercio, igrejas, fazendas, onde muitos jovens indígenas estudam, trabalham, convivem com dignidade, mesmo sendo chamados de "bugres".
Gosto sempre de relembrar a luta da juventude sulamericana contra toda forma de ditadura, principalmente a militar e cantavam um hino que voces podem ver no Youtube - http://www.youtube.com/watch?v=fvlgM70tBGc.
Naquele tampo a causa juntava artistas, pensadores, professores universitários, estudantes em busca da paz e do bem comum, afinal, O Povo Unido Jamais será Vencido!
*MARCOS TERENA*
http://twitter.com/MarcosTerena
http://www.youtube.com/marcosterena
Vi a matéria do Fantástico sobre a situação dos irmãos indígenas Kaiwá, Terena e Guarani de Dourados.
De um lado, fiquei triste por rever, rever o quadro que todos nós conhecemos e sabemos que é uma dura realidade, e por outro lado, fiquei indignado e provocado diante da matéria terminar em prostituição e ver a FUNAI dizer nada.
Volto a comentar que o Espírito Guerreiro do Índio tem que voltar a fazer parte da nossa luta irmãos!
Uma luta só se vence quando o povo, a comunidade e os lideres com seus guerreiros estão unidos.
Não se trata de sair amanhã pelas ruas de Dourados gritando, brigando ou abaixando a cabeça, se sentido humilhado.
Temos que lembrar que Dourados vive porque conta com a terra indigena, a melhor da região, mas tem um comercio, igrejas, fazendas, onde muitos jovens indígenas estudam, trabalham, convivem com dignidade, mesmo sendo chamados de "bugres".
Gosto sempre de relembrar a luta da juventude sulamericana contra toda forma de ditadura, principalmente a militar e cantavam um hino que voces podem ver no Youtube - http://www.youtube.com/watch?v=fvlgM70tBGc.
Naquele tampo a causa juntava artistas, pensadores, professores universitários, estudantes em busca da paz e do bem comum, afinal, O Povo Unido Jamais será Vencido!
*MARCOS TERENA*
http://twitter.com/MarcosTerena
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